Apresentação NTIEC

Nasceu na FEUP um novo núcleo virado para a comunidade estudantil para a promoção de divulgação de conhecimento e obtenção de competência em tecnologias de informação relevantes para engenheiros civis. O NTIEC – Núcleo de Tecnologias de Informação na Engenharia Civil.

Nestes tempos de crise geral da industria da construção, e em particular de alguma crise existencial dos engenheiros civis, profissionais e estudantes, sentimos que fazia sentido tomar iniciativas para a promoção da nossa profissão. As tecnologias de informação estão  omnipresentes na nossa realidade profissional e académica mas sentimos que corremos o risco de ficar reféns delas, ao contrário de as dominar. De algum tempo para cá que sentimos que existe uma falta generalizada de literacia digital entre os estudantes de engenharia civil. Este fenómeno não é exclusivo da engenharia civil, basta ver o movimento que foi gerado em torno do ano da programação em 2012 nos Estados Unidos da América.

Acreditamos que a utilização, domínio e criação de ferramentas com base nas tecnologias de informação são potenciadoras de criação de valor, dai ser necessária a sua promoção pela comunidade de engenheiros civis.

Com esta motivação, um grupo de alunos e docentes juntaram-se para fazer nascer o NTIEC. Espera-se que se possa angariar mais elementos na comunidade estudantil ao mesmo tempo que se vai tornando o mais autónomo possível. Se se conseguir uma massa critica de participação e que se perpetue no tempo, poderá idealmente servir de recurso para recrutamento à comunidade docente e profissional.

Para saberem mais sugiro que venham à sessão (aberta) de apresentação do NTIEC que terá lugar na FEUP, quarta feira dia 9 de Outubro, às 14:30 na sala B227.

Poster Apresentação NTIEC

Poster Apresentação NTIEC

Resultados nos meios de divulgação

131017 – noticias.up.pt

131017 – facebook.fe.up.pt

131017 – fe.up.pt

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Estudante com pilha de livros

Livros Livres ou Abertos

“A educação não tem preço, mas quem é que a pode pagar?”

No seguimento de movimentos de conhecimento aberto, como o software open source, cursos massivos abertos, MOOC, dos seus predecessores os OpenCoursewares, OCW; existem agora também movimentos para a edição e publicação de recursos sob a forma de  livros livres ou abertos.

Estudante com pilha de livros

Estudante com pilha de livros

Tendo por base o contexto anglo-saxónico, em que por um lado os alunos universitários compram geralmente muitos dos livros aconselhados no curso, gastando até mais que 1000 € durante o curso, e em que por outro lado existe já uma concentração de editores e por isso preços mais elevados e velocidades maiores entre as edições e consequente desvalorização dos livros em 2ª mão. Surge assim o movimento de livros livres ou abertos, escritos e verificados por voluntários e sujeitos a escrutino publico. As referências mais recentes são ao OpenStax College, ver artigo no Lifehack ou NBC News, mas se se procurar encontram-se outras:

No caso do OpenStax College, os livros são grátis se forem obtidos em formato digital, pagando-se apenas o preço da impressão nas versões em papel. Neste caso os livros são construídos de raiz pela equipa de voluntários. Existem claro livros grátis devido à caducidade dos direitos de autor, ver por exemplo o projeto Gutenberg, mas que geralmente se encontrarão já algo desactualizados, servindo normalmente apenas como referência histórica.

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Interação web entre o cliente e as API de serviços web

Serviços Web, Apresentação Tese Rui Barros

No passado dia 24 de Julho de 2013, o aluno/candidato Rui Barros fez a apresentação e defesa da sua tese sobre serviços web intitulada “Desenvolvimento de um web service para apoio ao cálculo de estruturas metálicas” na Faculdade  de Engenharia da Universidade do Porto, FEUP.

A tese foi orientada por José Miguel Castro e coorientada por e João Rio, e arguida pelo João Poças Martins, fazendo ainda parte do júri, como presidente, o Álvaro Cunha, todos da FEUP  A investigação foi desenvolvida no contexto do estudo de desenvolvimento de serviços e aplicações para cálculos de engenharia, disponibilizados pela web e acessíveis de várias plataformas convencionais e moveis, no seguimento do trabalho já desenvolvido na tese do João Granado com o título “Desenvolvimento de uma Plataforma Web para Aplicações de Cálculo Estrutural” e que resultou numa aplicação web chamada Flange+Web na plataforma OPENG (OPen ENGineering)

Resumo

O âmbito deste trabalho prende-se com a necessidade de adaptar o mundo da engenharia civil aos novos paradigmas das tecnologias de informação. Tentando colmatar as carências identificadas, que passam pela criação ferramentas web para o cálculo estrutural, sem recorrência a programas comerciais, foi desenvolvido uma API (Application Program Interface) alocada nos servidores da FEUP e disponível através do portal OpenG. A API concretizou-se com o recurso à linguagem de programação Python, com o apoio da framework Flask e de bases de dados SQL.

Exemplo de endereço URL, elucidativo de um pedido GET

Exemplo de endereço URL, elucidativo de um pedido GET

O objetivo da criação da API surge da ambição de criar uma plataforma com um potencial de expansibilidade assinalável, capaz de cobrir no futuro uma grande parte dos campos da engenharia estrutural, e de serem criadas aplicações web com base neste trabalho. Iniciou-se a criação da API no contexto do cálculo de secções de perfis metálicos, onde através de pedidos HTTP, o utilizador tem acesso a um vasto leque de informação relativa às secções. Foram incluídos dois tipos de secções metálicas na API: perfis comerciais laminados a quente das gamas europeias IPE e HE, e também da gama britânica UC e UB, assim como perfis compostos por placas soldadas também denominados por built up.

Curva de interação, de acordo com as normas de classificação do EC3 de um IPE 750

Curva de interação, de acordo com as normas de classificação do EC3 de um IPE 750

Todos os cálculos e algoritmos presentes no trabalho têm por base o Eurocódigo 3, que regula a construção metálica em Portugal e em grande parte da Europa. Além disso foram propostas alternativas de cálculo a esta norma com base em gráficos de curvas de interação de esforço axial com momento fletor, que foram impulsionadas pelas potencialidades do Python.

Referências

[1] R. Barros, “Desenvolvimento de um web service para apoio ao cálculo de estruturas metálicas,” Universidade do Porto, 2013.

[2] J. Granado, “Desenvolvimento de uma plataforma web para aplicações de cálculo estrutural,” Universidade do Porto, 2012.

Ligações Externas

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Decomposição de um pilar em classes IFC da tese de Sérgio Pinho

Apresentação de tese sobre BIM Estruturas. Modelo IFC como agente de interoperabilidade: Aplicação ao domínio das Estruturas

No passado dia 17 de Julho de 2013, o aluno/candidato Sérgio Pinho fez a apresentação e defesa da sua tese intitulada “O Modelo IFC como agente de interoperabilidade: Aplicação ao domínio das estruturas“, ou BIM Estruturas, na Faculdade  de Engenharia da Universidade do Porto, FEUP.

Sérgio Pinho a apresentar o seu trabalho de tese de MIEC na FEUP sobre BIM Estruturas

Sérgio Pinho a apresentar o seu trabalho de tese de MIEC na FEUP sobre BIM Estruturas

A tese foi orientada por João Poças Martins e coorientada por Miguel Ferraz e João Rio, arguida pelo José Miguel Castro, fazendo ainda parte do júri, como presidente, a Maria de Lurdes Lopes, todos da FEUP  A investigação foi desenvolvida no contexto do estudo das tecnologias BIM em geral e estruturas em particular, que tem vindo a ser realizado no grupo GEQUALTEC pelo João Poças Martins, chamando-se a atenção para um primeiro trabalho de tese de MIEC.

Resumo

A filosofia envolta no conceito BIM (Building Information Modeling) possibilita a junção de diferentes âmbitos do projecto num único modelo virtual, o que traz uma crescente necessidade de constante troca de informação entre os intervenientes nos projectos de edifícios. Maiores níveis de interoperabilidade significam maiores níveis de envolvimento entre os participantes na elaboração de um projecto de engenharia civil e por isso permite um maior acompanhamento do fluxo de trabalho, maior automatização de processos e maior controlo de erros e falhas imputáveis não só aquando da realização do projecto mas também ao longo do ciclo de vida da obra. Assim, a aplicação de metodologias BIM permite um aumento significativo da velocidade dos processos de projecto e construção.

modelação a partir de CAD da tese de Sérgio Pinho

Modelação a partir de CAD da tese de Sérgio Pinho

O standard IFC enquanto agente de interoperabilidade é já implementado há mais de uma década e meia. Presentemente é exponênciada pelo surgimento do novo esquema IFC4 suportado por normalização ISO, o que representa um grande avanço da especificação IFC.

Atendendo a isto, o objectivo deste estudo passa por começar a investigar entidades IFC que permitam a definição estrutural de elementos pela sua definição analítica, função que é agora suportada pelo IFC4. Com a grande celeridade dos avanços tecnológicos torna-se necessário estar sempre um passo à frente em tudo o que diz respeito a sistemas informáticos. Portanto, no domínio IFC, a presente dissertação incidiu especialmente sobre elementos simples de estruturas de betão (pilares, pórticos, estruturas porticadas) cuja multiplicação permite a composição de estruturas de edifícios regulares. Para além da identificação das classes necessárias para a definição dos elementos estruturais que compõem uma edificação regular, fez-se também um estudo dos níveis de interoperabilidade actuais para a transferência desses dados e demonstra-se uma possibilidade de aplicação futura do modelo IFC. Essa aplicação prática das classes IFC demonstra o grande potencial da especificação, na troca de informações entre os programas de modelação e os programas de cálculo e análise estrutural. Para além de constituir um agente de interoperabilidade, pode também ser encarado como uma ferramenta BIM deste ponto de vista. Contudo tem sido alvo de criticas por parte de diversos autores no que toca à sua aplicabilidade no domínio das estruturas.

Referência

[1] S. Pinho, “O Modelo IFC como agente de interoperabilidade: Aplicação ao domínio das estruturas,” Universidade do Porto – Faculdade de Engenharia, 2013.

[2] J. Silva, “Principios para o Desenvolvimento de Projetos com Recurso a Ferramentas BIM,” Universidade do Porto, 2013.

[3] B. Ferreira, “Aplicação de conceitos BIM à instrumentação de estruturas,” FEUP, 2011.

Ligações Externas

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Visualização da informação do sensor através da selecção do mesmo no modelo tridimensional

Tese sobre Aplicação de Conceitos BIM SHM à Instrumentação de Estruturas

Em Julho de 2011 o aluno/candidato Bruno Ferreira apresentou com sucesso o seu trabalho de mestrado integrado em engenharia civil, MIEC, com o titulo “Aplicação de Conceitos BIM à Instrumentação de Estruturas“, BIM SHM, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, FEUP.

O trabalho foi orientado por João Poças Martins e por João Rio e deu origem a alguns artigos de conferência e a um artigo de revista científica.

Resumo

A instrumentação e monitorização estrutural têm vindo a ganhar uma crescente importância na área da construção civil. No entanto, os dados dela resultantes não têm sido alvo do melhor tratamento. De forma a se corrigir este factor, pretende-se integrar os dados recolhidos em sistemas de gestão de informação como os BIM. Os BIM assentam na ideia de integrar toda a informação relacionada com um edifício ou projecto num único modelo digital. Essa informação pode ser prévia ou ser associada durante a construção do edifício ou durante a sua vida útil. Estas ferramentas têm-se desenvolvido rapidamente, aumentando as suas possibilidades de gestão de informação.

A finalidade deste estudo passa por gerir a informação decorrente da instrumentação e monitorização estrutural. Para se atingir essa finalidade, estudou-se um modelo padrão de construção, com a utilização de uma linguagem comum. Este modelo é denominado por IFC. Neste trabalho, é feita uma avaliação da aplicabilidade do modelo IFC, como formato para troca de informação entre os sensores e o BIM. Propõe-se a extensão do modelo com base em sensores cinemáticos, uma vez que este só engloba sensores ambientais.

Visualização da informação do sensor através da selecção do mesmo no modelo tridimensional

Visualização da informação do sensor através da selecção do mesmo no modelo tridimensional

Com base no modelo exposto e recorrendo a programas BIM, realizou-se um caso de estudo real relativo ao edifício da Nave do INEGI, utilizando dados provenientes de medições reais. Realizou-se um modelo tridimensional do edifício, verificou-se a interoperabilidade entre várias ferramentas BIM compatíveis e criaram-se propriedades dentro do modelo IFC capazes de transportar as informações registadas pelos sensores.

Aborda-se assim, o tema da monitorização e instrumentação de estruturas enquadrados nos BIM a uma escala mais próxima da real, onde as adversidades e os problemas levantados diferem substancialmente dos apresentados teoricamente. Os resultados sugerem que a gestão de informação por parte dos BIM relativamente aos dados obtidos pelos sensores se torna viável.

Referência

1. Ferreira, B., Aplicação de conceitos BIM à instrumentação de estruturas. 110 (2011).

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Evolução da temperatura nas primeiras 48h e respetivos inícios de presa pelo Vicat, da tese de Hugo Caetano

Apresentação molde instrumentado para ensaios não-destrutivos em betões nas primeiras idades

No passado dia 11 de Julho de 2013, o aluno/candidato Hugo Caetano fez a apresentação e defesa da sua tese intitulada “Ensaios Não-Destrutivos para a Caracterização de Materiais Cimentícios nas Primeiras Idades” na Faculdade  de Engenharia da Universidade do Porto, FEUP.

Hugo Caetano a apresentar tese de mestrado

Hugo Caetano a apresentar tese de mestrado sobre molde instrumentado.

A tese foi orientada por João Rio, co-orientada pela Prof. Sandra Nunes, arguida pela Prof. Carla Costa do ISEL, fazendo ainda parte do júri, como presidente, a Prof. Elsa Caetano. O trabalho foi desenvolvido no seio da unidade de investigação LABEST, para o projeto FCT PTDC/ECM/122446/2010 Betofibra – Betões de elevado desempenho reforçado com fibras em soluções inovadoras: concepção, caracterização e controlo de qualidade, link FCTlink FEUPlink LABEST.

RESUMO

O principal objetivo deste estudo experimental passou por conceber, construir, testar e utilizar um molde instrumentado com capacidade para avaliar a evolução da temperatura, resistividade e ultrassons na hidratação do cimento em pastas, argamassas e betões, correntes e de elevado desempenho, durante as primeiras idades, ie, até às 48 horas. Nesse sentido, após um estudo prévio do estado da arte foi possível realizar um molde instrumentado com capacidade de registar a evolução da temperatura de forma contínua e automática, e que permitiu registar a evolução da resistividade e de ultrassons de forma discreta e indireta, através da ação de um operador mas mantendo provete em condições isolado e em condições estáveis de cura.

Molde instrumentado com set-up de ensaios, da tese de Hugo Caetano

Molde instrumentado com set-up de ensaios, da tese de Hugo Caetano

O processo de desenvolvimento do equipamento começou pela construção de um primeiro protótipo que mostrou capacidade de reproduzir já os resultados pretendidos. No entanto, devido ao uso de materiais e técnicas menos adequadas, como se veio a constatar, acabou por revelar uma acentuada degradação após os dois primeiros ensaios. Teve-se oportunidade de proceder à construção de um segundo protótipo de molde instrumentado, em que foram incorporadas as lições técnicas de utilização aprendidas entretanto.

Evolução da temperatura nas primeiras 48h e respetivos inícios de presa pelo Vicat, da tese de Hugo Caetano

Evolução da temperatura nas primeiras 48h e respetivos inícios de presa pelo Vicat, da tese de Hugo Caetano

Neste segundo molde eliminaram-se as limitações manifestadas pelo primeiro protótipo apresentando maior robustez e facilidade de montagem, utilização e desmontagem. Perante o sucesso aparente do segundo protótipo, foi decidido construir mais três moldes instrumentados equivalentes.

Com a disponibilidade de quatro moldes instrumentados equivalentes, foi aumentado o âmbito do trabalho de forma a incluir um número de estudos paramétricos, nomeadamente: relação água/cimento, quantidade de agregado do tipo areia, presença, tipo e concentração de fibras. Foi ainda realizado um estudo da evolução de cura de um betão auto-compactável de elevado desempenho, com fibras, do interesse do já mencionado projeto de investigação Betofibra.

Este documento apresenta o processo de desenvolvimento dos moldes instrumentados, assim como os resultados de um estudo de preliminar e dos estudos paramétricos. Com base nos resultados obtidos ao longo desta campanha experimental, constatou-se que os últimos quatro moldes instrumentados revelaram ser consistentes entre si e ter capacidade de permitir a realização de ensaios não destrutivos que se mostrou terem sensibilidade suficiente às diferenças introduzidas nos vários estudos paramétricos.

Ligações Externas

  • Página da tese no sítio da FEUP, ligação;

 

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Interface de modelo do DEC da FEUP em web browser, da tese de Miguel Monteiro

Apresentação Interface 3D BIM da Tese Mestrado de Miguel Monteiro

No passado dia 9 de Julho de 2013 o candidado/aluno Miguel Monteiro apresentou e defendeu o seu trabalho de tese sobre Interface 3D BIM com o titulo “Desenvolvimento de Interfaces Tridimensionais para Aplicações Móveis a Partir de Tecnologias BIM”, arquido pelo Prof. Alfredo Soeiro e presidido pelo Prof. Fernando Brandão Alves. Este trabalho diz respeito a uma tese de mestrado integrado de engenharia civil, MIEC, do Departamento de Engenharia Civil, DEC, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, FEUP, (UP).

Este estudo está inserido no trabalho que tem sido desenvolvido pelo orientador, João Poças Martins, e pelo co-orientador, João Rio, no domínio das tecnologias de informação e processos de modelação de edifícios e elementos de construção, BIM.

Passagem informação para interface 3D BIM,da apresentação de Miguel Monteiro

Passagem informação para interface 3D BIM,da apresentação de Miguel Monteiro

Interfaces de Modelos BIM

No contexto deste trabalho foram já desenvolvidos alguns interfaces com base em modelos BIM que podem ser experimentados aqui (permita a instalação do plugin do Unity quando lhe for pedido):

A apresentação do Miguel Monteiro é dada a seguir:

Este trabalho havia já sido parcialmente apresentado pelo João Poças Martins no BIC2013, I BIM Internacional Conference, link, organizado pela BIMFórum a 20 de Junho de 2013 no Porto.

Resumo

As tecnologias da informação (TI) evoluíram de uma forma bastante significativa ao longo dos últimos anos, tendo o seu impacte atingido também a indústria de AEC: Arquitetura, Engenharia e Construção. Os programas modeladores de Building Information Modeling, BIM, apresentam-se como o próximo passo na cooperação e na colaboração entre os vários intervenientes na obra e entre as diversas especialidades. No entanto, ainda há barreiras a serem ultrapassadas para a sua plena adoção em obra devido, tanto à sua complexidade como ao facto da sua utilização ser feita em computadores, logo, em ambientes de trabalho fixos. Existe então, uma necessidade de trazer estes modelos para estações de trabalho móveis através de interfaces simples e acessíveis que podem ser geradas em motores de jogo.

Esquema de construção de interface a partir de modelo BIM, da tese de Miguel Monteiro

Esquema de construção de interface a partir de modelo BIM, da tese de Miguel Monteiro

A presente dissertação realizou um estudo empírico com o objetivo de encontrar um fluxo de trabalho entre softwares BIM e motores de jogo, que salvaguardasse a maior quantidade de informação possível. Depois de se ter encontrado um workflow que apresente bons resultados, procedeu-se ao aprofundamento desse mesmo processo explorando algumas potencialidades do motor de jogo que podem ser aplicadas no interface. De seguida, construiu-se o interface propriamente dito, através de uma página web.

Exemplo de aplicação de interface com modelo BIM com elementos de segurança no trabalho, da tese de Miguel Monteiro

Exemplo de aplicação de interface com modelo BIM com elementos de segurança no trabalho, da tese de Miguel Monteiro

Por fim, fez-se uma aplicação prática desta metodologia num edifício real, explorando de que modo a reunião de modelos BIM com motores de jogo pode contribuir positivamente para situações que envolvam ensino e segurança em obra.

Ligações Externas

  • página da tese no sítio da FEUP, link;
  • página da tese no wiki do GEQUALTEK, link;

Referência

[1] M. Monteiro, “Desenvolvimento de Interfaces Tridimensionais para Aplicações Móveis a Partir de Tecnologia BIM,” Universidade do Porto – Faculdade de Engenharia, 2013.

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Avaliação orientação de fibras em BEDRF por técnicas não destrutivas, ASCD2013

No dia 28 de Junho, o colega, e primeiro autor, Diogo Azevedo apresentou o trabalho “Avaliação da orientação de fibras em BEDRF através de técnicas não destrutivas” no 3º Congresso Nacional sobre Segurança e Conservação de Pontes – ASCP2013; e cujos restantes autores foram Filipe Ribeiro, Adriano Carvalho, eu João Rio e Sandra Nunes.
O artigo é fruto do trabalho desenvolvido no seio da unidade de investigação LABEST, para o projeto FCT PTDC/ECM/122446/2010 Betofibra – Betões de elevado desempenho reforçado com fibras em soluções inovadoras: concepção, caracterização e controlo de qualidade, link FCT, link FEUP, link LABEST.
A apresentação e o artigo apresentam alguns resultados iniciais de vários ensaios por métodos não destrutivos (NDT) para avaliar a distribuição e orientação de fibras numa laje de BEDRF. Foram aplicadas as técnicas dos ultrassons, resistividade eléctrica e indutância elétrica e foi avaliado o desempenho de cada ensaio por si, assim como o seu desempenho relativamente aos restantes. Os resultados indicam preliminarmente que os três métodos de ensaio se mostraram sensíveis à distribuição e orientação das fibras com destaque para a indutância elétrica.

orientação de fibras

Mapas de permeabilidade magnética segundo 2 direções ortogonais de placa de betão para avaliar orientação de fibras

Descrição

O Betão de Elevado Desempenho Reforçado com Fibras (BEDRF) é encarado como uma extensão de três materiais conhecidos, nomeadamente, o Betão de Elevado Desempenho, o Betão Reforçado com Fibras e o Betão Auto-Compactável. Caracteriza-se pela sua elevada resistência mecânica, o comportamento dúctil potenciado pela inclusão de fibras, baixa relação água/cimento, grande densidade de empacotamento, elevada resistência à penetração de agentes agressivos e grande durabilidade. O seu elevado custo dificulta uma utilização generalizada em estruturas correntes, no entanto, estes betões especiais podem ser competitivos em estruturas com necessidades específicas, como por exemplo, peso reduzido, rapidez de construção ou resistência a agentes agressivos. A utilização do BEDRF em elementos pré-fabricados permite evitar/reduzir o uso de armaduras ordinárias devido à resistência à tracção conferida pelas fibras de aço, o que conduz a elementos mais delgados e leves. No que se refere à reparação/reabilitação, o BEDRF aplicado em camadas finas (com ou sem armadura) permite substituir camadas carbonatadas e/ou fissuradas por uma nova camada muito resistente e impermeável.
A distribuição homogénea das fibras bem como a orientação das mesmas no elemento de BEDRF são questões com grande relevância para o desempenho estrutural. Neste trabalho, foram realizados vários ensaios por métodos não destrutivos (NDT) para avaliar a distribuição e orientação das fibras numa laje de BEDRF. Foram aplicadas as técnicas dos ultra sons, resistividade eléctrica e indutância elétrica e foi avaliado o desempenho de cada ensaio por si, assim como o seu desempenho relativamente aos restantes.

RESULTADOS RELEVANTES

De modo a assegurar as propriedades de auto-compatibilidade, exigiu-se que a composição de referência (sem fibras) exibisse um diâmetro de espalhamento (Desp) próximo dos 300 mm, seguindo as conclusões alcançadas por Naaman [2010]. Nos ensaios aqui apresentados utilizou-se uma composição com 3% de fibras de 6 mm de comprimento na betonagem de um provete de dimensões 1000x500x25mm3. Foi tentada uma orientação preferencial das fibras ao verter o betão fresco a partir de uma das extremidades do molde, de forma a fluir ao longo do mesmo.
Os menores tempos de viagem das ondas P e maiores valores da permeabilidade magnética medidos na direção longitudinal em comparação com a direcção ortogonal apontam para uma orientação preferencial das fibras na direção longitudinal da placa. Isto vem confirmar que é possível orientar as fibras ao longo da direcção do fluxo de betonagem, quando se usa um betão auto-compactável. Para além disso, os ensaios não-destrutivos apontam para uma menor concentração de fibras na zona mais afastada da origem do fluxo de betão, tal como indicado pelos resultados da resistividade.

CONCLUSÕES

Os ensaios não destrutivos realizados neste trabalho permitiram identificar com sucesso heterogeneidades no material do provete. Aparentemente há uma menor concentração de fibras na zona mais afastada da origem do fluxo de betão, como indicado pelos resultados da resistividade e da indutância elétricas na extremidade direita. Os ensaios com ultra-sons mostraram ser menos sensíveis a esta suposta heterogeneidade. Quanto à orientação das fibras, o ensaio de indutância eléctrica demonstrou ser o mais sensível de todos observando-se permeabilidades magnéticas mais elevadas na direção 0º.
Estas conclusões têm uma natureza preliminar e só poderão ser completamente confirmadas através de ensaios mecânicos dos segmentos da placa. Está previsto realizar-se uma análise comparativa da distribuição das fibras e respectiva orientação por meio de técnicas destrutivas. A resistência à tracção do material vai ser avaliada, tanto na direção longitudinal como na direção transversal à orientação preferencial das fibras, com o objectivo de a correlacionar com a informação fornecida anteriormente sobre a distribuição das fibras e a sua orientação.

Referência:

1. Azevedo, D., Ribeiro, F., Carvalho, A., Rio, J. & Nunes, S. Avaliação da orientação das fibras em BEDRF através de técnicas não destrutivas. ASCP 2013 Segurança. Conservação e Reabilitação de Pontes III_271–280 (2013).

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Emersion – Jogos de Computador

Sumário

No domínio dos Jogos de Computador do Departamento de Engenharia Informática, DEI, da FEUP, tenho submetido ideias de jogos que acabaram por ser escolhidas por grupos de alunos, e cujo trabalho de desenvolvimento e promoção descrevo neste relatório.

No DEI da FEUP é lecionada uma cadeira de jogos partilhada por 2 cursos em simultâneo:

Lecionada pelo António Coelho e Rui Rodrigues (wiki). Nesta cadeira grupos de 3 a 5 alunos têm que realizar um trabalho de grupo que é o desenvolver um jogo de computador. Podem utilizar as suas próprias ideias ou podem fazer uso de uma bolsa de ideias para a qual contribuem membros da comunidade académica da FEUP, e quem sabe de outros. Alguns dos resultados são apresentados no blog: http://paginas.fe.up.pt/~gig/

Desenvolvimento de Jogos

No ano de 2012 fiquei com a impressão que o objectivo era o desenvolvimento independente dos jogos por porte dos alunos. Já em 2013 ouve nitidamente um esforço organizado de envolver os donos das ideias, e se possível, tentar uma relação de colaboração que pudesse ser explorada no futuro, em prestações de serviço e projectos de financiamento e outros.

2013

Em 2013 submeti uma ideia chamada Fugas de Água, baseada na minha experiência pessoal de observar os trabalhos de infraestruturação das Águas do Porto, AdP, nas ruas da cidade em conjunto com a visita que havia realizado no início de 2013 às AdP para visitar o Eng. Pedro Vieira e falar de software. Este ano ouve um esforço concertado por parte dos docentes e alunos para envolver o autor da ideia. Daqui surgiu a minha proposta de fazer uma visita às AdP, de novo guiada pelo Eng. Pedro Vieira, com os objectivos de:

  • Preencher o imaginário dos alunos com imagens, referências e informação relacionadas com problemas reais fugas de água;
  • Envolver as AdP de forma a que pudessem vir a participar em futuros projetos de colaboração, nomeadamente que se interessassem em participar no desenvolvimento futuro do(s) jogos.

A ideia Fugas de Água foi escolhida por 2 equipas, tendo apenas uma delas participado na visita às AdP que teve lugar durante o mês de maio. Os 2 jogos foram apresentados na tarde de sexta feira dia 14 de Junho às 14h30 na sala I -105. Na apresentação estiveram presentes os 2 docentes, O Rui e o António, os alunos das equipas, 2 avaliadores externos, aparentemente 2 alunos de doutoramento do DEI com teses relacionadas. Eu convidei o representante das AdP, Eng. Pedro Vieira, e o designer e entusiasta de jogos João Pedro Teixeira, tendo ambos participados na discussão de vários jogos. Não estiveram aparentemente presentes mais membros académicos que tenham submetido ideias.

Emersion – Fuga de água – Grupo 6

A equipa Grupo 6, constituída pelos alunos: Ana CarracaJoaquim Oliveira, e Caio Coelho, levou 2 elementos à visita de estudo às AdP, O Joaquim e o Caio. Na apresentação estiverem presentes a Ana e o Joaquim onde apresentaram o jogo Emersion baseada em todos os elementos recolhidos na primeira conversa e na visita às AdP.

Ana a Apresentar o jogo

O jogo tinha 2 ambientes, um de jogador 3D na 3ª pessoa onde o personagem tem que procurar e reparar fugas de água. Neste aspeto estiveram particularmente bem ao utilizar a proximidade ao som de fugas como mecanismo de jogo. O segundo ambiente lidava com aspetos de gestão da rede, com canalizações e válvulas, assim como gestão de equipas de piquete, com gestão de recursos humanos e prioridades de intervenção.

Joaquim a apresentar o jogo

O jogo teve particular bom recepção pelos 2 docentes, Rui e o António, assim como pelos 2 observadores/avaliadores presentes. Fiquei especialmente bem impressionado com o Joaquim que mostrou ter prestado muita atenção a tudo o que foi sendo dito.

A demonstração em vídeo do jogo está disponível no youtube em: http://youtu.be/pBLykL4ivyk

Fuga de água 2 – Grupo 9

A equipa Grupo 9, constituída exclusivamente por alunos externos brasileiros: Marcos VerdiniJoão OliveiraDouglas Detoni, e Lucas Xavier; tiveram uma primeira conversa comigo, o Marcos, o João e o Douglas, mas acabaram por não participar na visita de estudo às AdP. Na apresentação estiverem presentes a Marcos e Lucas.

Lucas a apresentar o jogo

O jogo tinha 1 ambiente de jogo 2D, tipo sim city original, com ambiente e menus bem coloridos. O objectivo do jogo é ir actuando perante o surgimento de fugas de água de 3 tipos: bocas de incêndio, tubagem, e outro, com equipas especialistas em cada um destes tipos de intervenção. O jogo tem um único nível mas com dificuldade gradualmente crescente. O jogador tem que gerir o dinheiro e satisfação, acabando quando a satisfação chega a zero, i.

Marcus a apresentar ao jogo.

O jogo teve igualmente uma boa receção pelos 2 docentes, Rui e o António, assim como pelos 2 observadores/avaliadores presentes embora tenha faltado mais animação, encontrando-se bastante incompleto mas sendo suficientemente prometedor.

2012

Sim Residues

Em 2012 submeti uma ideia com o título de Sim-Residues para um jogo tipo Sim City em que o jogador teria que construir e gerir recursos para a recolha, processamento e armazenamento de resíduos. A equipa de 4/5 alunos desenvolveu o jogo de forma completamente independente, tenho  os resultados sido apresentados no fim do ano lectivo.

Nesta sessão foram apresentados mais jogos com ideias de outros colegas, que estavam igualmente presentes. Esta ideia foi escolhida por um grupo de alunos que tratou de desenvolver um jogo, com total autonomia.

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Expansão modelo IFC com sensores de monitorização estrutural

 Sensores IFC

 SHM Architecture

Arquitectura de sistemas de monitorização estutural

Foi publicado um novo artigo sobre expansão de classes IFC de modelação BIm para incluir sensores de monitorização estrutural resultante do trabalho de Mestrado Integrado na FEUP do Bruno Ferreira com o título: Aplicação de conceitos BIM à instrumentação de estruturas.

Resumo em Inglês:

The instrumentation and structural health monitoring, SHM, of buildings is a growing field in the construction industry. The goal of this research work is to explore ways of modeling SHM systems, and the resulting data collected from buildings, in standard information management system such as Building Information Models, BIM. These models need to be stored in digital databases with structures suitable for the specific building related information. In this work the Industry Foundation Classes, IFC, data model was used.

A case study is presented to assess the applicability of the present IFC standard as a tool to build a three-dimensional digital model of a real instrumented building, as well as some of the structural sensors and their results. The interoperability of the digital model was verified by using different modeling, viewing and analysis software tools. Limitations of the current IFC model were explored and extensions to the sensor classes are proposed.

Keywords: Structural Health Monitoring; building structures, information management, BIM, IFC.

Referência:

Rio, J., Ferreira, B. & Poças Martins, J. Expansion of IFC model with structural sensors. Informes de la Construcción 65, 219–228 (2013). DOI: 10.3989/ic.12.043

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